terça-feira, 31 de maio de 2011

ESTADO DE ALAGOAS - TRADIÇÃO E CULTURA

Apresentamos aos caros leitores um pouco da nossa história e Tradição cultural

Os dois primeiros presidentes da República do Brasil  eram alagoanos: Marechal Deodoro da Fonseca, nasceu na velha cidade de Alagoas, antiga capital (Atual município de Marechal Deodoro) Ele ainda é lembrado. A casa em que nasceu virou museu.  Marechal Floriano Peixoto, foi o segundo presidente do Brasil, , nasceu em Ipioca, distrito de Maceió.. Infelizmente no local onde nasceu existe apenas uma placa, indicando a existência de sua casa. A preservação do patrimônio foi relegada.

 Em Alagoas surgiram importantes movimentos culturais, além de ser terra natal de famosos escritores, artistas e intelectuais diversos. Maceió, Penedo e Viçosa, sempre foram destaque no cenário da cultura brasileira.
Na literatura, os primeiros autores, são originários das Ordens Religiosas. O primeiro deles, foi o Frei João de Santa Ângela, natural da velha Alagoas (atual Marechal Deodoro). É dele a autoria do livro, publicado em português e latim: Oração Fúnebre do Rei Dom João V.
Dr. João da Rocha Pita, foi primeiro alagoano a conquistar o título de Doutor. O apogeu cultural propriamente dito, surgiu somente no século XIX, através de alagoanos ilustres como Manoel Joaquim Fernandes de Barros (poeta e cientista); Ignácio Passos Júnior (poeta); Francisco Ignácio de Carvalho Moreira (Barão de Penedo e diplomata); Melo Moraes (cientista e historiador; Ladislau Neto (naturalista e literato), Aureliano Cândido Tavares Bastos (escritor e político), Cansanção de Sinimbu (intelectual e político). O primeiro romance de costumes que foi publicado em Alagoas, foi A Filha do Barão, de Pedro Nolasco Maciel.
A fundação da Academia Alagoana de Letras, em 1919, foi o marco que assinalou  a fase literária alagoana. A Semana de Arte Moderna de São Paulo, também repercutiu por aqui. e vários nomes se destacaram. Além de Graciliano Ramos e Jorge de Lima, Aurélio Buarque de Hollanda e Pontes de Miranda, o mundo literário alagoano presenteou o Brasil com nomes como: Guimarães Passos, Povina Cavalcante, Waldemar Cavalcante, Jayme de Altavila, Craveiro Costa, Thomás Espíndola, Ivan Fernandes Lima, Manoel Diegues Júnior, Félix Lima Júnior, Breno Accioly, Otávio Brandão, Carlos Moliterno, Nise da Silveira e Ledo Ivo (que é imortal da Academia Brasileira de Letras).
Manoel Teixeira da Rocha, de São Miguel dos Campos foi o primeiro pintor verdadeiramente profissional, nascido em Alagoas, Estudou pintura no Rio de Janeiro e Paris. Outro famoso, que brilhou no Brasil e na Europa, foi Rosalvo Ribeiro, nascido na velha cidade de Alagoas (Marechal Deodoro).
O escritor Graciliano Ramos, que iniciou seus estudos em Viçosa, que na época, já se constituia em importante centro cultural. Lá, escreveu seu primeiro trabalho literário num jornal que fundou com seu primo, o também intelectual Cícero Vasconcelos É também de Viçosa, os conhecidos Teotônio Brandão Vilela e seu irmãos Dom Avelar Brandão Vilela (Cardeal e Arcebispo Primaz do Brasil), José Aloisio Brandão Vilela.Théo Brandão, um dos maiores folcloristas do Brasil; Foi em Viçosa, cidade da zona da Mata, que surgiu a famosa Escola de Viçosa, com um grupo de intelectuais, que fez história nas décadas de 1920 e 1930.
Jorge de Lima oriundo de  União dos Palmares, é outro famoso homem das letras, m orgulho para Alagoas. Notabilizado com “O Acendedor de Lampiões”. Viveu em Maceió e no Rio de Janeiro. Foi médico e intelectual e reconhecido mundialmente como um dos três maiores escritores de língua portuguesa, ao lado de Luiz de Camões e Fernando Pessoa.
Artur Ramos, médico, antropólogo e escritor, nasceu na cidade do Pilar, famoso alagoano que brilhou na literatura brasileira e chegou a ser diretor da Unesco, em Paris: .
Passo de Camaragibe, presenteou o Brasil com o mestre Aurélio Buarque de Holanda, famoso com seu dicionário de língua portuguesa. O jurista Pontes de Miranda, respeitado e conhecido no mundo jurídico, é outro alagoano de destaque, que descende de senhores de engenho daquela região, assim como Guedes de Miranda.
Paulo Gracindo, ator de cinema, teatro e televisão nasceu no Rio de Janeiro, mas com menos de um ano, a família retornou à Maceió, onde ele viveu a infância e a adolescência, na Pajuçara. Jofre Soares, também ator, do cinema e da televisão, é oriundo de Palmeira dos Índios, Hermeto Pascoal, um dos maiores instrumentistas do país, é natural de Lagoa da Canoa, naceu em uma vila pertencente à Arapiraca, Djavan, um dos maiores cantores e compositores brasileiros, é maceioense e o cineasta Cacá Diegues, é alagoano de Maceió.
Conforme divulgação registrada a respeito do folclore alagoano e publicada  no site http://www.guiamaceio.com/?lg=&pg=cultura_folclore, Alagoas é o estado que detém a maior diversidade de manifestações culturais populares, com destaque para os 27 tipos de folguedos e danças populares que são fonte de referência para estudiosos e artistas de todo o país. As baianas, o bumba-meu-boi, a cavalhada, o fandango, o guerreiro, pastoril, quilombo e reisado são os mais conhecidos folguedos que compõem o diversificado folclore alagoano                   
O folclore alagoano é muito rico destacando-se o  Quilombo, originário dos acontecimentos na Serra da Barriga, Na verdade, é uma adaptação alagoana de danças que representam lutas, ora entre brancos e negros, ora índios, ora mouros e cristãos. O Quilombo pode ser representado em qualquer época do ano, mas é mais comum em festividades religiosas: de padroeiras e natalinas. O quilombola mais famoso é Zumbí.
fontes:http://www.asa-al.com.br/curi02.php

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